Vídeos de celulares que fazem pipoca são falsos, diz especialista

Sabe aquele vídeo que publicamos aqui, mostrando os celulares-pipoqueiros? Era tudo mentira!

A Cardo Systems publicou um novo vídeo no site, mostrando as imagens das pipocas e dos ‘headsets’ viva-voz vendidos pela empresa. “A campanha viral foi um sucesso, chamamos a atenção de muita gente”, comemorou Kathryn Rhodes, gerente de marketing da empresa, no blog da Cardo Systems.

Os vídeos fizeram sucesso no YouTube desde que foram postados, na última semana. Inicialmente, os autores afirmaram que as imagens eram verídicas. A ciência, no entanto, diz que é impossível utilizar celulares como “pipoqueiras portáteis”.

“Os vídeos são simpáticos… Mas é praticamente impossível que isso aconteça”, afirma o professor de física Louis Bloomfield, da Universidade de Virgínia, em entrevista ao site da revista Wired. Em um microondas, a energia “agita” as moléculas de água dentro dos grãos de milho. A água passa para o estado gasoso, e por conta da alta pressão, faz os grãos estourarem.

Se os telefones celulares fossem capazes de gerar a quantidade de energia suficiente para transformar milho em pipoca, eles também provocariam queimaduras nas mãos, orelhas e até mesmo no cérebro dos usuários.

O G1 reproduziu a suposta “experiência” feita pelos criadores do vídeo no YouTube – confira o vídeo ao lado. No teste com três aparelhos celulares, os grãos de milho permaneceram inalterados.

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“É uma montagem”, afirma Bloomfield sobre o vídeo no YouTube que mostra as pipocas estourando. Para o estudioso, ou o vídeo foi editado ou a toalha sobre a mesa esconde uma chapa aquecida, por exemplo.

Risco à saúde

Parte do sucesso do vídeo é explicado pelo medo que muitas pessoas têm de que as ondas emitidas por telefones celulares provoquem doenças. A ciência ainda não tem uma resposta definiva sobre os riscos oferecidos pelo uso do aparelho.

Em fevereiro, foi publicado um estudo japonês que mostra que o uso de telefones celulares não aumenta o risco de câncer no cérebro. Os pesquisadores classificaram cada um dos participantes de acordo com o tempo de uso de telefone celular.

“Usando nossas técnicas desenvolvidas recentemente, mais precisas, não encontramos nenhuma associação entre o uso de celular e câncer, trazendo à luz mais evidências sugerindo que eles não causam câncer no cérebro”, disse Naohito Yamaguchi, que liderou a pesquisa.

No mesmo mês, no entanto, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, apresentaram dados que sugerem que há relação entre o uso de telefones celulares com o risco de câncer da glândula salivar.

Os pesquisadores analisaram o tempo e a freqüência do uso de celulares entre 500 israelenses que desenvolveram a doença e compararam o resultado com um grupo de 1,3 mil pessoas saudáveis.

Aqueles que usavam o telefone contra um lado da cabeça por várias horas por dia tinham 50% mais probabilidade de ter desenvolvido um tumor da glândula salivar.

Fonte: GazetaOnline
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